“O que é um Tester?”

Um dia desses um amigo me perguntou pelo Facebook “Como virar um analista de testes?”, a resposta foi meio confusa (já que ele me perguntou do nada, e também pelas informalidades de uma conversa com um amigo), mas dei uma re-pensada sobre o tema… Eu não respondi como se tornar, mas sim o que é/faz um analista de teste, e vou tentar redigir esse texto de uma forma um pouco mais clara, para mim e para vocês.

O analista de teste pode ter várias funções (dependendo muito de sua experiência e da empresa em que ele trabalha), mas o intuito final é basicamente se esforçar para que o software tenha a menor quantidade de bugs possíveis, que o usuário final tenha a melhor experiência possível com o software, achamos os bugs, os desenvolvedores consertam, testamos de novo….testamos mais…. até o momento em que o software esteja pronto para ser entregue para o cliente com uma qualidade satisfatória.

Se você for atento, pode ter percebido que em nenhum momento utilizei frases como “garantir que o software não tenha erros” ou “entregar um software perfeito”, mas baseado nos “Sete princípios do teste” (ao meu ver a parte mais valiosa do do Syllabus) o teste apresenta defeitos,  não a ausência deles e o teste exaustivo é impossível… logo não tem como garantir que aquele software esteja 100%, que ele NUNCA vai travar… mas podemos fazer com que esses problemas sejam pouco frequentes, ou quase nulos…

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Papo de Tester (agora vai!)

Olá!

Pessoal,o papo de tester promovido por Talking About Testing Perdido no Teste,  já tem nova data marcada!

Será 09/07, uma quinta-feira via Hangout On Air às 21:30hs .

Diego Blond (tester a pouco mais de dois meses) e Walmyr Lima e Silva Filho (tester a mais de dez anos) estarão conversando um pouco sobre teste de software e compartilhando suas experiências com vocês!

Até lá!

(Dessa vez tenho um plano B, se ficar sem internet vou na casa de um vizinho)

O primeiro Bug (de muitos) e os próximos…

Olá!

Vou comentar sobre a sensação que alguns (ou muitos =]) leitores vão ter, que é a de achar o primeiro bug… não aquele chato que atrapalha sua vida quando você quer quebrar um record no teu jogo de celular, ou responder aquela mensagem pelo celular… mas aquele bug que você acha como profissional, que você registra e passa para a equipe de desenvolvimento.

Antes disso gostaria de comentar sobre o ambiente profissional em que me encontro (e acredito que isso interfira e muito na sensação que você tem na hora de achar um bug), tive muita sorte de entrar numa daquelas empresas que desenvolvedores e testers trabalham juntos, e não em uma competição (pelo o que tinha lido enquanto estudava eu já estava com medo de entrar em uma guerra de egos), na  verdade os meus colegas de mesa no começo eram desenvolvedores, e por tabela fui conhecendo mais desenvolvedores do que os testers. E eu não era muito útil pra ser sincero, passava boa parte do tempo estudando, de vez em quando fazendo alguns testes exploratórios, passava os bugs por e-mail para os desenvolvedores. Claro, sempre tentei passar da melhor forma possível (tadinho deles, receberam tantos prints rs), mas nunca documentei de uma maneira formal, mas ficava feliz em ajudar, e principalmente quando o pessoal dava a entender que eu tava ajudando.

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Desculpas/Desabafo Hangout 19/06.

Olá!

Bem pessoal, como falei anteriormente iria formalizar um post com mais calma quanto aos problemas que tive com a prestadora de serviços de internet (vou chama-la de “X”), e esse post vai acabar sendo um desabafo quando a minha decepção com toda situação.

Primeiro detalhe que peguei um transito enorme (quem mora em São Paulo sabe como funciona isso), e cheguei em cima da hora do hangout, apenas para encontrar o roteador assim :

Valeu prestadora X!

Pensa no meu desespero, reiniciei o roteador várias vezes, tentei colocar o cabo de rede direto no note e nada… e meu pacote 3g também decidiu falhar enquanto eu conversava com o Walmyr do Talking about testing pelo Facebook… não foi uma noite muito legal…

Não foi legal por que acabei não conseguindo cumprir com algo que tinha combinado (e isso me irritou bastante), e não só o Walmyr, mas todos aqueles que tinham se programado para assistir acabaram tendo sua agenda prejudicada, e tempo não é algo que de pra recompensar =/

E pela minha parte, fiquei extremamente chateado pois esse blog, apesar de recente é realmente importante pra mim, um projeto que me ajuda, e eu espero ajudar outras pessoas no futuro, e algo como não comparecer nunca causa uma boa impressão (apesar de que não tinha nada que eu pudesse fazer para mudar isso), a internet voltou domingo a tarde, e hoje de manhã o técnico foi lá em casa e viu que algumas peças no poste eram muito antigas e substituiu as mesmas.

De qualquer forma, mais uma vez peço desculpas.. nós iremos re-marcar o hangout e gostaria que vocês participassem, estou vendo alguns planos B para o dia, e vou voltar pra casa de Taxi se for o caso (pra dar tempo de executar eles).

Eu sei que esse post não segue o tipo de postagens do blog, mas acredito que devo essa explicação para aqueles que foram prejudicados além de mim.

Voltarei as postagens padrão no próximo post =]

Hangout x internet

Ola 😦

pessoal, não vou me extender pois estou no celular, e o 3G tb está ruim (se digitar um baita texto e ele não for enviado vou ficar mais frustrado ainda)

Estou sem internet em casa, previsão de  retorno na segunda feira (legal né?)

Assim que possível vou fazer um posto mais detalhado com um pedido de desculpas (apesar da culpa não ser minha) e explicando o quão chateado estou com essa situação:/

esse hangout out hoje era algo que eu estava ansioso nesse início de carreira e na vida desse blog que é tão importante pra mim

mas iremos remarcar, e eu espero do fundo do coração que vocês entendam a situação e participem do próximo

desculpem

Teoria X Prática

Olá!

Pessoal, o que vou falar agora provavelmente já é do conhecimento de muitos, até por que o assunto não é relacionado apenas com testes.

Mas vamos ser sincero, por mais que você leia, estude pesquise… tem boas chances de na hora que for efetuar um teste dentro de uma empresa você fique com aquela sensação de “e agora?”, e isso é bem normal.

Até por que o material que temos pra estudo não tem exatamente exercícios para praticarmos, não vou dizer que iriamos nos tornar gênios da área de QA só por temos treinado um pouco com alguns exercícios (mas convenhamos que ia dar uma base um pouco melhor), e as vezes temos a sorte de achar algum blog que tenha exemplos bem detalhados, um passo-a-passo com imagens e legendas, e isso ajuda bastante…mas ainda assim é um caso ou outro, e não botamos a mão na massa, só temos a foto do bolo e de como ele foi feito.

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“Mas eu já sei a resposta…”

Olá!

Lá estava eu assistindo mais uma palestra do James Bach (sim, assisti mais de uma), e em um determinado momento ele apresenta um exemplo (que vou adaptar para facilitar a explicação) de um produto X, que faz Y, e deve ser ligado em 220 Volts , e questiona para a platéia se eles testariam o produto em 110 Volts. Quando a platéia diz que sim, ele começa a questiona-los sobre o por que, afinal de contas todos já sabemos que o produto NÃO vai funcionar, e se funcionar…bem maravilha, uma vantagem para ele. Posteriormente ele explica o porque testar esses casos em que já sabemos a resposta , e eu gostaria de conversar com vocês não só os motivos apresentados lá…mas alguns outros exemplos que eu acredito possam ser relevantes durante alguma reflexão futura.

No caso acima sabemos que o produto não vai funcionar, mas o que isso significa exatamente? Será que o produto vai quebrar, será que o usuário corre algum risco? Digamos que você coloque o produto na Voltagem errada e ele começa a pegar fogo! Acredito que testar essa possibilidade vale a pena né?

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James Bach – Tester Bucaneiro

Bem, hoje não vou compartilha um texto ,mas sim um vídeo, como o próprio título do post informa, é o James Bach (ao que eu percebi um dos nomes mais famosos dentro da área de testes), o vídeo está em inglês s/ legendas.

Agora, por quê eu coloquei esse vídeo aqui? Ele não aborda nenhuma técnica, não vai te dar nenhuma aula mágica sobre testes… mas ele compartilha um pouco da vida e da carreira dele, e o vídeo acabou se tornando um bom motivacional, ele lembra que não é nenhum gênio com o dom de testar, e se ele não tem nenhum dom, nenhuma certificação… como ele se tornou um nome tão conhecido mundialmente?

Bem, esses 48 minutos me serviram como um bom motivacional, afinal de contas não tenho nenhum dom para testes/programação… mas posso me esforçar para melhorar e crescer =]

Espero que o vídeo também tenha alguma valia para vocês, e quer siva de encorajamento para seguir carreira

Link do Vídeo

Levando a severidade a sério

Esse post é uma tradução/adaptação, o post original pode ser visto aqui.

Existe uma falha na forma em que a maioria das organizações classificam a severidade de um Bug. Aqui tempos um exemplo do “Elementool Web site“, tenho certeza de que você já viu algo assim:

Crítica: O Bug causa uma falha no sistema do software, sub-sistema ou um programa no sistema.

Alta: O bug não causa uma falha, mas faz com que o sistema produza resultados incorretos, incompletos, inconsistentes ou prejudica a usabilidade do mesmo.

Média: O bug não causa uma falha, não prejudica a usabilidade e não interfere na fluência do funcionamento do sistema e programas.

Baixa: O Bug é estético, uma valorização ou o resultado de uma falta de conformidade com um padrão.

Esses são problemas sérios, e existem problemas com a categorização também (por exemplo, a falta de padrão em um dispositivo médico pode causar uma repreensão pelo FDA [Food and drug administration, responsáveis pela saúde pública e veterinária, entre outras coisas nos EUA]; como isso pode ser severidade baixa?). Mas existe um problema mais sério com esses modelos de severidade, todos se referem a um sistema que nenhuma pessoa usou. Não existe empatia ou emoções, nenhum impacto nas pessoas. As descrições não mencionam o a vítima do problema, e certamente não identificam as consequências ao negócio. O que aconteceria se pensássemos nessas categorias de uma forma um pouco diferente?

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