“Mas eu não quero programar…”

Olá!

Hoje vou tentar puxar um assunto que eu vi que gera muitas discussões por aí “Tester precisa programar?”, já vi diversas opiniões contrárias nesse assunto, muitas vezes com bons argumentos para ambos os lados, o que me ajudou na hora de pensar/repensar esse post. E acredito que seja um tema interessante para se pensar desde o começo para já ir planejando seus estudos…

Mas afinal, o tester precisa ou não aprender a programar?

Na minha opinião….depende rs

Se parar pra pensar, o tester “tem que” testar o software, enquanto o programador que “tem que” programar e resolver os bugs encontrados, e para diversos tipos de teste você não precisa entender ou saber mexer no código do programa. então para que “gastar” meu tempo aprendendo a programar se eu posso aproveitar esse tempo buscando mais bugs. Outro detalhe que vi em muitas discussões é que tem muito tester que quer se programador, não basta achar o bug, quer resolver… gastando assim muito tempo que seria melhor aproveitado com mais testes, sendo assim realmente não preciso aprender a programar, posso manter um foco e dedicação maior ao que realmente interessa, consigo exercer minha função sem complicações.

Ao mesmo tempo um tester que saiba programar pode ter diversos diferenciais no dia-a-dia da equipe, um primeiro ponto é que fica um pouco mais fácil de entender o funcionamento de um bug localizado, mesmo que você não vá corrigi-lo, saber o possível funcionamento de um bug pode ajudar na hora de localizar repetições ou bugs que tenham sido originados daquele primeiro que você achou (se eu estiver falando besteira, por favor algum tester me corrija). Outro ponto importante, quem está começando e fuçando na internet vai ver muitas vezes posts falando sobre testes automatizados, suas vantagens e problemas…quando ser usado ou não…. mas uma coisa que nem sempre fica explicita é que testes automatizados são códigos que o tester desenvolve,  tudo bem que o código pode ser simples, tudo bem que não é sempre que você vai usar testes automatizados, e “tudo bem” que tem gente que fala que os testes automatizados vai acabar com a carreira dos testers (sobre essa lenda urbana eu falo outro dia), mas a automação é uma ótima ferramenta e que agiliza a vida da equipe, e ainda pode fazer testes não viáveis para nós (a não ser que você queria conseguir mais de mil computadores e utilizar o site ao mesmo tempo em todos pra ver se o site aguenta).

Bem, eu poderia dar outros argumentos para cada um dos lados, mas vou manter apenas esses que eu acho que são alguns dos pontos mais interessantes.

Resumindo, em minha humilde opinião, você realmente não precisa saber programar, mas caso ele queria ser um profissional mais completo, com mais a oferecer para sua equipe, então ele precisa sim aprender a programar.

Mas lembre-se que o papel do Tester é testar, não tentar resolver os bugs… deixe isso para os desenvolvedores, eu sei que sua intenção é das melhores… mas eles tem mais experiência no assunto (afinal, faz parte da rotina deles, e a prática costuma levar a melhoria da skill), eles conhecem melhor o código que eles desenvolveram, e provavelmente vão resolver mais rápido do que você conseguiria, dessa forma ambas equipes aproveitam melhor o tempo, e o beneficio é de todos, inclusive do cliente.

E o que vocês acham? Vale a pena aprender a desenvolver?

No meu próximo post vou passar alguns links legais para aprender a programar algo bem básico, pelo menos o bastante pra entender a lógica por trás da programação =]

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5 comentários sobre ““Mas eu não quero programar…”

  1. Você pegou um ponto importante. Ainda mais nos dias de hoje, que tendem a demandar sistemas cada vez mais complexos, como a popularização de conceitos como Big Data, por exemplo.

    Pensando em atender esta demanda, por que não experimentar um ou mais testers responsáveis apenas por automação de testes? Seja no time de QA ou até dentro dos times de desenvolvimento?

    Em relação à skill técnica, considero sempre válida para ampliar seus conhecimentos, da mesma forma que valorizo muito, programadores com skills de design e uma pegada legal de negócio.

    O profissional do futuro continuará tendo um foco de especialização, mas terá de ser cada vez mais antenado com as novidades e possuir múltiplos conhecimentos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. O fato de você ter incluído design na equação foi uma ótima adição ao post, e também me lembrou de outro detalhe super importante… ter outros conhecimentos além da especialização é facilitar a comunicação entre as equipes, existem muitos termos (eu senti isso falando com pessoal de design) e ter um conhecimento básico já ajuda e muito!

      Obrigado pela colaboração do seu comentário =]

      Curtido por 1 pessoa

  2. Diego, primeiro parabéns pelo blog, gostei muito dos primeiros posts!
    Agora a minha opinião:
    O problema está nesta separação de papéis e responsabilidades.
    Já passei por empresas, tanto nacionais como multinacionais, onde existe essa separação de equipes (equipe de dev e equipe de testes), e sei que isso não vai mudar, principalmente, em empresas grandes e cheias de burocracia. Nestas empresas, sim, o papel do testador é testar e o papel do desenvolvedor é desenvolver. Mas pergunte para os desenvolvedores que trabalham com você se eles testam o que desenvolvem. Creio que eles responderão que sim. Será que não seria melhor o tester fazer um papel de coach, no sentido de ajudar os desenvolvedores a pensar melhor sobre testes? Por outro lado, várias startups estão aí para provar que essa separação de papéis e responsabilidades pode nem mesmo fazer sentido, quando se pensa que o que estamos desenvolvendo é um produto (ou serviço) e que este deve possuir qualidade, e que a entrega com qualidade é de responsabilidade do time como um todo, independente do papel.
    Além disso, trabalhar com desenvolvimento de software (pois trabalhar com teste de software é trabalhar com desenvolvimento de software) e não querer aprender a programar, para mim parece não fazer o menor sentido. Se for assim, porque não deixar os testes para o usuário final?
    Vou parar por aqui e vamos ver no que dá, dependendo da discussão dou de novo meus pitacos.

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    1. Muito obrigado Walmyr!
      Sim, por conversas anteriores já vi que os desenvolvedores também testam.
      E antes de bater um papo com você eu ia fazer aquele comentário sobre a divisão de cargos ajudar na questão e manter o foco de cada um no projeto…
      Depois de bater o papo só posso concordar com você rs.

      Mas ainda acredito que o papel de analista de QA serve como uma bela porta de entrada para o mundo da programação, e o fato e ter esse cargo aonde o conhecimento sobre programação não seja tão cobrado ajuda muito na questão de podermos ir nos adaptando no dia-a-dia de uma empresa de desenvolvimento de softwares, e depende do analista continuar buscando conhecimento e não ficar acomodado na sua função.

      Bem, vamos ver como isso vai se aplicar no meu futuro!

      Um grande abraço

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