Google Mobile Day 10/06/15

Olá!

Tive a oportunidade de participar do #mobileday, que foi administrado pela Google e apresentado em diversos cinemas da franquia Cinemark. O evento foi mais voltado para a área de Marketing (teve um momento que apareceu a frase “teste seu site” como fase do sucesso do mesmo e eu quase pulei de alegria rs), mas foi muito proveitoso num geral! E gostaria de compartilhar algumas impressões com vocês.

O material do evento foi divulgado no link g.co/mobileday,inclusive o vídeo.

“Bem vindos a 2015, o ano em que o Mobile ultrapassou o Desktop”

Essa foi apenas uma das frases de chamada do evento, e você pode até estar pensado “Grande coisa, todo mundo já sabe isso”, mas será que sabemos mesmo? O Mobile está tão presente em nossa vida que as vezes nem percebemos o quanto ele está fazendo parte da mesma, e esse evento veio para mostrar isso, trazer dados, números como argumentos, e dicas de como se adaptar a esse mercado!

Falando em números:

  • O Brasil é o quinto maior mercado do mundo em Mobile.
  • Em média uma pessoa olho o celular 150 vezes por dia.
  • O investimento em Mobile é de apenas 5%.
  • O uso do 3G cresceu 123% nos último 18 meses.
  • Apenas 28% do tempo é gasto em redes sociais e entretenimento
  • O tempo gasto nos Mobiles é de 86% em Apps, e 14% na Web.

Bem…dá pra ter uma ideia de que realmente vale a pena investir no Mobile, mas por que isso não acontece?

Bem… o conteúdo deles é bem completo, e vou tentar resumir da melhor forma possível (com umas pitadas de minha opinião).

O mercado está mudando de uma forma acelerada, e as empresas nem sempre estão acompanhando isso, vejam que não somos mais uma geração que fica online, mas sim uma geração que está online, pegamos o celular para chamar um Taxi sem precisar ficar tomando chuva na rua, procuramos uma loja próxima de nós com alguns cliques, dentro da loja nós podemos comparar preços com outras lojas da região, pedir informação de outros clientes, e isso tem que ser de uma forma ágil, o uso do aparelho não realmente continuo, mas sim vários micro-momentos, o usuário tem que ter uma experiência intuitiva, rápida e que prenda sua atenção.

Se você simplesmente pegar seu site e reduzir ele para uma tela de celular, é muito provável que não de muito certo, teusite deve ter um layout para a pessoa usar o mouse, muitas informações na tela, formulários… Enquanto no Mobile a pessoa não tem o mouse, mas sim os dedos, que tem alcances diferentes e multi-touch, uma tela reduzida mas que tem que ter as informações necessárias e um sentido para a pessoa que está usando o App e  os formulário….AHHH os formulários, como é frustante preencher eles, apertar as teclas erradas com a borda do dedo, ter que apagar e preencher de novo….

Bem, claro que se o site não for adaptado para o Mobile ele não vai gerar uma Experiência positiva, o usuário vai ficar com uma má impressão, e o Feedback vai ser negativo. E ninguém quer isso (só a concorrência).

Mas então como proceder?

Eles abordaram se é melhor fazer um app ou um site, e você pensa “App, claro….tá lá em cima o pessoal fica 86% do tempo no App!”, mas eu adorei a resposta deles, que foi um “DEPENDE!” Qual o seu intuito no mercado mobile?  Novos clientes? Então talvez seja melhor um Site, isso vai ajudar a divulgar a sua marca, e por consequência trazer os novos clientes… Agora se o seu intuito é melhorar o relacionamento entre marca e clientes, um App pode ser muito mais interessante.

Dentro da apresentação um rapaz falou do App favorito dele, se não me engano era de uma imobiliária (ou algo assim), então nós podemos esperar um App com dados dos produtos, preços, informações do mercado…. e somos surpreendidos com um App Anti-stress, ISSO É GENIAL! Um aplicativo que a pessoa informa o nível de stress, a causa do stress e o aplicativo vai gerar algumas possíveis soluções! E se você estiver se perguntando o por que disso ser genial, eu te explico, pode ser que o App não esteja passando as informações da empresa, mas está criando um relacionamento com cliente, um motivo para ele usar o App, e enquanto isso ele fica em contato com a marca, vê outras informações no App, e quando precisar dos serviços da empresa, ele vai pensar primeiro nela do que na concorrente (mesmo que seja só um estimulo inconsciente)

Outro problema que pode causar o baixo investimento é se você usa como medida de sucesso do Mobile apenas a quantidades de compras que são feitas por ele, de uma forma indireta o serviço aumenta muito mais o sucesso da empresa, pense você agora como consumidor, quantas vezes você já não pesquisou sobre algum produto/serviço no seu celular, pegou o número de telefone do lugar, ou o endereço e concluiu a compra de outra forma?  Pois é… o Mobile pode não ser o artilheiro o time, mas talvez ele seja o responsável dos passes que o artilheiro recebeu pra fazer o gol.

Mais uma questão bem legal, foi que muitas vezes ignoramos o momento do cliente, eles exemplificaram a abordagem

SEE –THINK – DO – CARE

See – O cliente está conhecendo o produto, não tem intenção de compra

Think – O cliente já pode ser um comprador em potencial , está conhecendo o produto e concorrentes, talvez no futuro ele compre

Do- O cliente QUER comprar, ele quer apertar o botão de compra, adquirir o serviço, já ligou pra empresa se for o caso….para de enrolar ele e vende logo poxa

Care- Esse consumidor já comprou com você antes, ele merece um carinho especial né?

Os clientes muitas vezes ficam no See e no think, e mesmo não comprando eles podem estar te ajudando nessa fase, divulgando sua marca, pesquisando e perguntando…o nome da marca está sendo dito por ele, mas não adianta ir jogando o botão de “COMPRA”na cara dele, ele não está nesse momento, isso pode tornar a experiência dele menos agradável (“Caramba, esse botão amarelo e gigante escrito compra está tampando as informações do serviço que eu quero ver”), tente levar um passo-a-passo, não se apresse, as informações tem que chegar para ele na hora certa.

E muitas outras coisas que foram muito bem explicadas no vídeo, vale a pena investir um tempo assistindo ele =]

Antes de encerrar, gostaria de colocar mais algumas coisas que foram mencionadas no vídeo, mas não consegui encaixar muito bem no texto acima, pense na experiência do usuária, no micro e no macro, foi apresentado um exemplo sobre um app de maquiagem que automaticamente pega sua localidade, o tempo do local e apresenta quais maquiagens seriam melhores para você nesse momento, sem nenhum clique…só abrir o App (tipo um App pró-ativo rs), e independente dessa informação o usuário pode ver outras coisas sobre a marca.

A pronuncia de Mobile vária, alguns falam “MOBAIL” enquanto outros falam “MOBLE” (ou algo assim, e sim, acho essa informação útil pra caramba)

Link sobre 25 boas práticas para seu Mobile

e uma frase que foi a que mais me chamou a atenção no vídeo foi “Se você pudesse falar comigo todos os dias, sobre o que você iria falar?” Pois é….é essa a relação do Mobile com o cliente, o que você gostaria de falar com ele todos os dias? Se for falar só de negócios o papo vai ficar enjoativo…. por isso aquele App anti-stress é tão genial!

“MAS POR QUE VOCÊ FEZ ESSE POST GIGANTE SE ELES NEM FALARAM DE TESTES?!?!”

Bem, acredito que o nosso papel não se resume a testar, nós queremos entregar para o cliente um App/Web que deixe ele satisfeito, que melhore a relação dele com o cliente. Queremos Apps/Web que deixem os usuários tendo uma experiência agradável. E só testando nós podemos reduzir a quantidade de Bugs, mas será que é só isso que o App precisa?

Talvez com esse material nós possamos nos preparar melhor, e ajudar nossas equipes a oferecerem aplicativos que sejam mais do que os clientes esperam, podemos oferecer aplicativos que realmente vão fazer a diferença para eles e seus usuários!

#Mobileday
#Mobileday
Alguns brindes que recebemos
Alguns brindes que recebemos
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Um comentário sobre “Google Mobile Day 10/06/15

  1. Diego, muito boa sua avaliação do evento, e obrigado por compartilhar sua visão conosco.

    Sobre ter um tester falando de experiência do usuário, acho fundamental, pois considerando que o mesmo tenha de defender a bandeira da excelência, a preocupação com a experiência e o encantamento já atende 80% ou mais desta necessidade.

    Parabéns pela iniciativa e continue sempre com esta sede de aprender e compartilhar.

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