“Mas eu já sei a resposta…”

Olá!

Lá estava eu assistindo mais uma palestra do James Bach (sim, assisti mais de uma), e em um determinado momento ele apresenta um exemplo (que vou adaptar para facilitar a explicação) de um produto X, que faz Y, e deve ser ligado em 220 Volts , e questiona para a platéia se eles testariam o produto em 110 Volts. Quando a platéia diz que sim, ele começa a questiona-los sobre o por que, afinal de contas todos já sabemos que o produto NÃO vai funcionar, e se funcionar…bem maravilha, uma vantagem para ele. Posteriormente ele explica o porque testar esses casos em que já sabemos a resposta , e eu gostaria de conversar com vocês não só os motivos apresentados lá…mas alguns outros exemplos que eu acredito possam ser relevantes durante alguma reflexão futura.

No caso acima sabemos que o produto não vai funcionar, mas o que isso significa exatamente? Será que o produto vai quebrar, será que o usuário corre algum risco? Digamos que você coloque o produto na Voltagem errada e ele começa a pegar fogo! Acredito que testar essa possibilidade vale a pena né?

Outro caso seria um aplicativo no qual você precisa fazer um cadastro, com senha Alfanumérica com pelo menos 5 dígitos  (e isso é especificado durante o cadastro), o usuário vai lá e cria uma senha “123”,  além de não funcionar provavelmente iria apresentar uma mensagem de erro “favor digitar senha alfanumérica com pelo menos 5 dígitos” …. e se isso não acontecer? Bem, além do usuário ficar com uma senha que pode ser descoberta fácil, pode dar uma impressão de fragilidade no sistema “Poxa, os caras nem verificam se a senha cumpre os requisitos, imagina o sistema de segurança deles”  (se bem que se eu for falar de segurança/acessos eu ficaria o dia inteiro digitando né? Usuários tendo acesso a informações que os perfis não permitiriam, acessos indevidos, roubo de informação….uma bola de neve)

Um último exemplo pode ser o de Sprinkler, daqueles para controlar incêndio mesmo, eles são feitos de uma forma que se a temperatura ambiente chegar a certo número (no Brasil essa temperatura costuma ser de 68ºC) o Sprinkler se rompe e começa a jogar água para controlar o incêndio. Ou seja, antes de 68ºC ele não deve ser ativado, então por que testar em temperaturas menores? Bem….eu já vi um desses ativar por que uma pessoa entrou com uma comida quente numa sala, e a fumaça ativou o dispositivo, conclusão uma evacuação de um prédio de mais de doze andares, e perda de um monte de equipamentos na sala de tecnologia, sem contar a presença dos bombeiros que foram alertados pelo sistema de segurança do prédio.

Claro, existem casos que realmente o teste de alguma situação não tem valia nenhuma (ou pelo menos não uma que valha o tempo, esforço e investimento aplicados), por exemplo testar um submarino em terra firme, ou um ônibus espacial dentro do oceano, um desktop sem cabos de energia….. casos meio extremos, mas não deixam de ser exemplos.

Qual a opinião de vocês quanto ao assunto? Você costumam fazer esses testes em situações onde “já sabemos a resposta”?

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