Perdido no TDC-SP22/07/2015 – Trilha de testes [parte 3 de 3]

Olá!

Se você ainda não viu a primeira parte dos posts do TDC, aconselho a leitura para ter uma visão melhor do que aconteceu no evento.

Com esse post eu irei encerrar meus comentários sobre as palestras que tivemos no TDC-SP 2015, infelizmente deixei passar um muito tempo até escrever esse post, e por consequência o tema não está “tão fresco” na memória, vou escreve-lo acompanhando os slides da palestra, ou seja, o post corre um grande risco de se tornar “minha visão sobre os slides apresentados” ao invés de uma análise mais fiel, desculpem por isso. Inclusive se o Marcelo quiser corrigir qualquer coisa aqui ele tem a total liberdade de pedir que será feito.

A palestra escolhida foi “Jurassic Testers: Como lidar com os dinossauros da área” por Marcelo Soares.

O motivo de eu ter escolhido essa palestra não é exatamente pelo “como enfrentar os Testessauros” mas sim para ficarmos atentos desde o começo para não nos tornarmos um deles. Percebam que essa palestra não é técnica, mas sim comportamental, então independente do seu nível de conhecimento ela pode ter sua valia. (inclusive pra quem não é da área de testes….acho que todos já conhecemos dinossauros em vários lugares).

Primeiramente, o que é ser um dinossauro? E a minha opinião quanto ao perigo de se tornar cada um

Pensamento antigo.

Pensamentos antigos não são de todo mal ao meu ver, apenas não use-os como única fonte de conhecimento. Atualize sua forma de pensar, dessa forma o “pensamento antigo” se torna uma espécie de base para novos aprendizados.

Zona de conforto.

Evite essa zona, sempre, em qualquer situação… quando não nos desafiamos mentalmente nós corremos um sério risco de perdemos “o jeito” , e leve em consideração que a área de tecnologia avança numa velocidade considerável, logo, se ficar na zona de conforto por pouco tempo que seja você pode ficar para trás em comparação com as necessidades da empresa e do mercado. E sério….não consigo ver nenhuma vantagem na zona de conforto em nenhuma situação da vida.

Achar que está fazendo tudo do jeito certo.

Tão preocupante quanto a zona de conforto, e tão abrangente quanto…  tente sempre considerar que existem pelo menos duas formas de fazer a mesma coisa, e que ambas estão corretas…. então você pode sempre estar errado dependendo do ponto de vista. E com isso você pode aproveitar as outras formas como experiências válidas.

Não aceitar mudanças.

Um pouco do que já foi dito acima, se você não ficar na zona de conforto e assumir que não está sempre certo, fica mais fácil de tentar entender e aceitar mudanças.

E agora vamos conhecer os tipos de dinossauros, suas características e formas de enfrenta-los  (os nomes foram criados pelo Marcelo, não me culpem rs):

Velociraptester (Testerus Sabonetensis)

– Veloz, ele é bem rápido…em passar as suas responsabilidades para outros, inventar desculpas….

– Habilidade de se esconder, se você vai passar um novo processo para ele, ele vai estar ocupado com alguma outra coisa.

– Habilidade de “sabonetar as tarefas”, juntando suas últimas características ele acaba se tornando um expert nisso…exemplo :

” calma, começar a automatizar? Poxa…logo agora que eu estou com essa bateria de testes pra concluir? Que pena… mas acho que o rapaz do setor de cima está livre e pode fazer isso”

Como enfrenta-lo:

– Ele de certa forma é auto-destrutivo, afinal nunca assume responsabilidades, passa elas para os outros, que começam a ser reconhecidos, enquanto ele continua na mesma situação.

– Corre grandes riscos de se tornar algum tipo diferente de dinossauro graças a isso.

Preguissauro (Testerus Cansadus)

– Lento, ele faz o que é pedido.. mas demora, não por incapacidade, mas por que se fizer rápido vão passar novas demandas para ele… então para que ter pressa?

– Repetitivo, é um processo complementar a sua característica anterior.

– Dissimulado, consegue convencer que está fazendo o que é certo, ou fazer com que os outros façam por ele.

– Mestre em Copy/Paste, para que trabalhar se posso copiar?

– “Deu esse erro aqui”, ele não corre atrás dos problemas que ocorrem, apenas pede ajuda para soluciona-los… “e que venha tudo mastigado”.

Como enfrenta-lo:

– Faça ele se sentir mal, senta do lado dele, e mostra que aquilo que ele demorou uma semana pra fazer pode ser feito em um dia.

– “Google answer”, se ele perguntar por exemplo “Eu não consigo dar RUN no meu teste, sabe o que é isso?”  você responde ASSIM (gente, achei isso genial e estou usando na vida pra tudo)

– Se persistir, faça você mesmo… sim, mais vale você fazer do que esperar que ele demore duas semanas, e ele vai perceber que se continuar dessa forma ele pode ser visto como ” Não necessário”.

Testanossauro (Testerus Antigus Chorensis) (e suas características auto explicativas, que vai tornar minha explicação maçante, mas vou dar exemplos de empresas que trabalhei e que nem eram relacionadas a teste… falei que essa palestra era útil)

– Braço Curto, ele tem suas limitações, devido aos seus processos desatualizados e falta de interesse em se adaptar.

– Reclama de tudo, “Não ganho o bastante pra ficar repetindo esse processo todos os dias” (ao mesmo tempo que não pensa em uma nova forma de fazer os processos).

– Faz tudo resmugando, “Olha que besteira isso daqui, se era pra mudar pra pior era melhor nem ter mudado” (e não percebe que mudanças nem sempre parecem boas, mesmo quando são a longo prazo.

– Chora bastante, ” Eu trabalho aqui fazem 12 anos, nunca parei de fazer a mesma coisa…não aguento mais” (sério….eu ouvi isso..em atendimento ao público, e me pergunto como uma pessoa pode ficar 12 anos fazendo algo que não gosta e não tentar mudar a situação).

– Chato, Já tentou trabalhar com uma pessoa que fica 9 horas por dia reclamando de tudo? Pois é, tem que ter muito jogo de cintura para não começar a pensar da mesma forma que a pessoa.

– Nunca está errado, tudo está errado…menos ele.

Como enfrenta-lo:

– Um combate demorado, tenha paciência.

– Sente ao lado, ajude a resolver os problemas.

– Mostre que o jeito dele funciona, mas que pode ser feito de outras formas e algumas delas melhores.

– Traga ele para seu lado, para que ele ajude a convencer os outros.

Conclusão dos slides:

– Não se deixe intimidar pela experiência alheia.

– Aprenda, tente mudar as coisas. Se não tiver apoio, faça por você mesmo aos poucos, mostre resultados e comece a convencer os colegas, assim será mais fácil demonstrar que todos tem a ganhar.

– Serve para qualquer nova tecnologia.

Minha conclusão:

Como eu disse várias vezes anteriormente, e vou repetir que é pra fixar mesmo…essa palestra vale pra muita coisa na vida, não só pra área de testes… Tenham em mente que o profissional que você é, é responsabilidade apenas sua.

Se você quer se tornar um bom profissional, seja lá em que área…  Você vai definir seu aprendizado, e a forma em que você vai aplica-lo, tudo bem que não podemos decidir nossas experiências no dia-a-dia, mas podemos decidir como reagir a elas.

Então se algo “não está certo”, observe, pense, tente mudar a situação… se não der certo continue tentando, apenas respeite todos que estão a sua volta que você vai ver que as coisas começam a dar certo. E lembre-se que as vezes não é “algo que não está certo” e sim a sua forma de compreender e conviver com esse “algo”.

Adoraria transformar esse post em uma grande discussão filosófica, mas acredito que não seja o real intuito. Então por gentileza apenas reflitam e vejam se algumas dessas situações acima se aplicam ao seu dia-a-dia e se você gostaria de mudar a situação.

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