Um plano “infalível”

Olá!

Se eu aprendi uma coisa na minha infância é que não existem planos infalíveis… quem me ensinou isso foi um garoto de roupa verde e trocava a letra “R” por “L”.

E em testes eu descobri que isso é verdade, mas que podemos montar um planejamento que cubra uma boa parte do software, e que ele também não vai ser infalível.

Tendo isso em mente, antes dos testes começarem…como montar o plano de testes? Por que montar? O que considerar importante? Vamos ignorar alguma coisa já que não dá para cobrir tudo?

Bem, primeiramente. como o nome já diz, o plano de testes é um documento que demonstra qual o plano de ações a serem efetuadas, ele mostra basicamente as funções que serão testadas.

Não parece tão importante, e você talvez não imagine as vantagens disso, então vou dizer algumas :

  • Dependendo do detalhamento do plano de teste, ele pode ser usado como oráculo, até por alguém não relacionado ao projeto, ou seja se vocês precisarem da ajuda de algum tester de outro projeto, ele vai poder saber o que fazer só lendo esse plano de teste.
  • Ele é um documento, ou seja você pode mostrar para o cliente,  desenvolvedores e líderes quais foram os testes executados.
  • Fica mais fácil de dividir tarefas, cada pessoa da equipe assume casos de testes específicos.
  • Serve como controle de andamento dos testes.
  • Em caso de testes regressivos, o planejamento já foi feito anteriormente…e estará salvo.

Mas como ele é feito?

Bem…aí entramos em outra questão, isso depende muito da empresa em que você está trabalhando, se os testes vão ser manuais ou automatizados, para qual finalidade o planejamento está sendo criado.

Com uma busca não muito aprofundada eu achei alguns planejamentos no Word, de uma forma bem simplificada, ou muito detalhadas, planilhas no Excel, arquivos no MTM (Microsoft Test Manager) e outras formas que não sei definir como foram feitas (rs), querem saber qual a melhor forma? DEPENDE… infelizmente isso não vou conseguir responder, vai depender de qual forma você se adapta melhor e qual atende as suas necessidades.

Eu atualmente estou criando alguns casos para testes manuais no MTM, e estou tentando montar de uma forma que qualquer pessoa consiga executar o caso de teste, independente do nível de conhecimento técnico da pessoa, para quem não conhece o MTM, é basicamente assim:

Título do caso de teste

Ação – Resultado esperado.

Repetir última linha até concluir o caso de teste.

Ex:

Testar Login

Preencher o campo login –  O Login digitado é exibido no campo “Login”.

Preencher o campo senha – A senha digitada é exibida com uma máscara ocultando os caracteres.

Clicar em “Entrar” – Acesso ao sistema com sucesso.

————–

Isso foi uma forma muito resumida, teria antes disso algumas pré condições, como por exemplo, ter um usuário criado no sistema… Mas o exemplo foi apenas para uma visualização mesmo.

Mas esse mesmo caso de teste poderia ser muito mais detalhado, por exemplo incluir coisas como “Clicar no campo Login – O cursor do teclado é exibido no campo”, mas qual seria a vantagem de entrar nesse tipo de detalhamento? Seria um investimento de tempo que não traz um beneficio real para o caso de teste (ou talvez traga, e eu não consigo ver), e ao mesmo tempo já ouvi casos em que o caso de teste incluía apenas esse último passo… no login é até plausível, mas imagina isso num sistema interno de alguma empresa… se o caso de teste tem como primeiro passo “Na tela “SBURBLES” clicar em “editar”.”… e se você nem sabe como chega na tela “SBURBLES”?

O que eu acho importante ressaltar é o bom senso mesmo, ao criar o plano de testes você investe tempo, mas não vale a pena fazer um plano de testes incompleto apenas com o intuito de agilizar o processo, e lembrar que mesmo com o planejamento nem tudo sairá conforme planejado.

Como conclusão gostaria de compartilhar uma frase (que por um acaso está grafitada na parede que fica de frente pra mim lá na Iterative), não se trata sobre planejamento de softwares em específico, mas vale o pensamento 😉

“O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação, é sempre o trabalho.”  (Peter Drucker)

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