Diário de um bug

Olá!

Ano passado eu tinha lido essa tirinha que fala como tratar um bug, ( A leitora liz.sunshine achou o link e me enviou! muito obrigado s2), a tirinha trata bugs como pequenas pessoas, alguns pontos por exemplo:

” Bugs são sentimentais, lembre-se do seu primeiro encontro com ele”

“Bugs gostam de ser fotografados”

“Bugs não costumam andar sozinhos”

Entre vários outros itens similares, uma brincadeirinha bem simples que acompanhada de uma explicação ajuda a lembrar de algumas boas práticas que podem aliviar e muito a nossa vida… eu gosto muito dessa proposta de dar personalidade para coisas, é bem “bobo” mas dá uma aliviada e facilitada para o entendimento quando estamos tendo nossos primeiros contatos com algum tema. Logo, inspirado nessa tirinha eu já vinha pensando em um post aonde o bug é que vai falar conosco… esse post vai ser um modelo bem diferente, podemos dizer que é um teste (não que eu planeje fazer outros com esse molde)

Espero que agrade =]

Dia 1 – “Hoje meu pai me criou, estou numa casa grande que ainda está em construção… não entendi as coisas direito… mas meu pai está construindo essa casa, parece que o nome dela é “aplicação”…ele está bem pensativo e concentrado, nem percebeu que estou aqui… vou deixar ele terminar de construir essa tal de aplicação, parece que vai ser um lugar bem legal de se morar, mal posso esperar “

Bem começando, o dia 1 do surgimento do nosso personagem não é necessariamente o primeiro dia de desenvolvimento, a aplicação já estava sendo desenvolvida. O desenvolvedor está bem focado nas funcionalidades da aplicação que está desenvolvendo, tanto que o bug acabou passando despercebido. Reparem que não foi desatenção ou má vontade… ele estava focado em outros detalhes, mas vamos ver o que acontece com nossos amigos

Dia 2-  “Hoje meu pai criou mais alguns irmão pra mim, eles são bem diferentes uns dos outros…  é divertido reparar neles, tem uns que são maiores que os outros, tem uns que são mais exibidos e querem chamar atenção do nosso pai, sempre que o pai percebe que um dos meus irmãos tá chamando ele, ele leva esse irmão pra outro lugar, eu não sei aonde é, mas o pai tem sido atencioso com todos que ele vê…. mas eu sou tímido demais pra me apresentar, prefiro ficar aqui no meu canto”

É o dia 2 do diário, mas só por uma questão de simplificar minha vida, não vamos achar que surgiram vários bugs do dia pra noite rs.

O nosso desenvolvedor está fazendo várias validações durante o desenvolvimento, alguns bugs são bem claros quando exibidos, alguns são detalhes menores, mas independente disso o desenvolvedor está retirando todos que localiza durante as validações.

Dia 3 – ” Hoje o pai estava preocupado, ele terminou uma das partes da casa, o nome dela é funcionalidade critica! Eu descobri que quem pediu pra construir essa casa se chama cliente e ele está bem preocupado se a casa faz tudo o que deveria fazer, então meu pai decidiu mostrar como a casa estava ficando… mas aquele moço chamado cliente não gostou muito de ver alguns irmãos meus por ali e reclamou com meu pai, que falou que vai tirar todo mundo daqui até o dia da entrega…. vou ficar aqui na minha…. não quero ir embora”

O desenvolvedor teve uma atitude bem legal, de já ir mostrando para o cliente o andamento da funcionalidade durante o desenvolvimento, mesmo tendo alguns problemas, é mais fácil ele já ver e opinar agora. Evita um retrabalho maior lá na frente caso o cliente só veja problemas quando chegar lá. 

Dia 4- “Hoje meu pai procurou todo mundo aqui, ele usou um negócio chamado teste unitário, foi estranho… a casa ficou se mexendo, e esse tal de teste achou um monte dos meus irmãos,  meu pai ficou bem feliz com isso e levou todos pra outro lugar… eu ainda não criei coragem para me apresentar, mas quem sabe daqui a pouco”

Ahhhh, os testes unitários… eles são maravilhosos, testes direto no código, fazem diversas validações e percebem várias coisas que quebram com alterações do sistema, mas mesmo sendo uma coisa maravilhosa, ainda tem alguns bugs bem específicos que passam batido

Dia 5 – “Hoje meu pai me levou pra um lugar diferente chamado “Ambiente de Que há”, e um moço chamado “Tester” falou pro meu pai que vai ver se não acha nenhum irmão meu perdido… é um cara estranho,  fica fazendo a casa fazer a mesma coisa várias vezes, e fica super feliz quando acha algum irmão meu, é engraçado… ele tira várias fotos, e ensina para o meu pai onde ele pode achar  meus irmão”

Depois da aplicação passar pelos testes unitários, o desenvolvedor se sentiu confiante em subir para o ambiente de QA e liberar os testes, aquele processo que já conhecemos, repetições com pequenas alterações, aquela sensação de achar um bug (“Ahhh, esse aqui não vai chegar no cliente!”), tirar evidências, mapear o cenário e deixar de uma forma bem clara para o desenvolvedor replicar o bug.

Dia 6 – “Hoje eu fiquei chateado, decidi dar um oi para o tal do tester, ele ficou bem espantado quando me viu, eu fiquei assustado e me escondi de novo, ele ficou me procurando mas eu não queria mais aparecer…. parece que no final das contas ele ficou chateado por me encontrar… ele me chamou de impernitente … não gostei disso, ele conversou com meu pai que também ficou preocupado”

ESSES BUGS!!!! Aquele errinho que pula na tela e você não faz ideia de como ele aconteceu, replica o cenário, faz tudo o que você lembra de ter feito, mas ele nunca volta a acontecer… você não pode esquecer dele, pode ser que pra você ele não aparece mais, mas pro cliente ele pode acontecer… as vezes você conversa com o desenvolvedor, tenta chegar no cenário junto com ele…as vezes nem isso resolve (mas podemos falar de bugs impernitentes em outro post, não é mesmo? eles merecem)

Dia 7 – “Hoje os dois ficaram super preocupados me procurando, parece que aquele moço chamado cliente ficou bem bravo comigo, ninguém sabe por que eu apareci, e querem que eu apareça de toda forma…. mas eu não quero aparecer….mas meu pai tá tão preocupado que eu vou acabar dando um oi pra ele ficar mais tranquilo

O caos, nós sabemos que o bug existe, ele gera impacto…estamos tentando localizar ele, ele está no radar….

Dia 8 – “Eles estavam muito preocupados comigo, então eu decidi dizer um oi e ficar por lá mesmo… e também pq tinha um botão perto de onde eu ficava… e incomodava muito quando apertavam ele três vezes muito rápido, quando fizeram isso a primeira vez eu tomei um susto e saí, depois ficaram fazendo isso várias vezes. Meu pai ficou bem aliviado em me encontrar, e falou que ia me remover bem rápido… não sei o que isso significa, mas parece ser bom, afinal todo mundo parece aliviado por que ele vai me remover…. ele tem conversado bastante comigo desde que me encontrou, mas eu acho que vou parar de escrever por aqui…to me sentindo estranho”

Você descobre aquele detalhe que faltava pra achar o bug, o seu dedo tinha escorregado no mouse e você apertou o botão 3x ao invés de duas e nem percebeu. Você faz e refaz o teste para ver se é isso mesmo, descobre que era isso mesmo e solta um sonoro ” %@% ACHEI O QUE CAUSA ESTA @#$%&” (é sempre mais simples do que parece), passamos os detalhes para o desenvolvedor que resolve o problema 😉

Bem, sei que o post foi bem simples… mas queria muito fazer ele, e foi mais complicado do que parece rs. O intuito era mostrar de uma forma bem simples alguns detalhes durante o desenvolvimento que podem passar batidos, como testes unitários, contatos com o cliente durante o desenvolvimento, a comunicação entre QA e DEV  (a satisfação em achar aquele bug maldito que você fica 3 dias tentando reproduzir rs), um bug não aparece de uma hora pra outra, pra ser achado de imediato e ser resolvido em seguida…

Espero que a leitura tenha sido agradável e tenha alguma utilidade 🙂

E feedbacks são muito bem vindos

 

 

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4 comentários sobre “Diário de um bug

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