Agile Testers Conference 2016 – O que Rolou?

Olá!

Como muitos devem saber, no dia 16/04 nós tivemos o AT Conference, normalmente colocaria o link de cada palestra e nome do palestrante separadinho certinho no post, mas já fizeram isso,  e está  NESSE LINK! (Não deixem de clicar para conhecer cada um dos palestrantes).

Mas os temas abordados já estão aqui 😉

VÍDEO PARTE 1

VÍDEO PARTE 2

Os desafios dos testes em uma arquitetura de micro serviços

Pirâmides de teste fora de forma

Testando a configuração do seu servidor com o Serverspec

DevQA – da zona de conforto ao comprometimento com a qualidade 

GoCD + Docker + Docker Compose: uma história de amor <3

repositório | Do primeiro teste até a store com Fastlane

Alta disponibilidade em grandes eventos, case do Walmart 

repositório | Como estruturar seus testes com Jasmine e Karma

Vamos falar sobre o Protractor Style Guide?

Robotium+ Cucumber+ Gradle, misture com Spoon e execute testes em vários dispositivos mobile.

 

Como não podia ser diferente, vim aqui compartilha com vocês um pouco sobre a experiência do evento! ( E claro, resumir pelo menos uma das palestras

Primeiramente, sobre o evento em si.

Estava super bem organizado, não teve atraso, teve café e lanche, o espaço super agradável, teve brindes pra caramba, pessoal se respeitando, tempo pra conversar com todo mundo entre as palestras, puffs pra galera sentar (e cochilar em alguns casos rs), então fica aqui mais uma vez meu agradecimento os organizadores, e meus parabéns por tudo ter corrido de uma forma tão positiva!

Os temas foram mais avançados do que em outros eventos, mas ainda tivemos alguns temas mais tranquilos, e mesmo os mais complexos mostraram conceitos muito bons! (deixei em negritos as palestras que não foram técnicas, dessa forma a galera mais perdida “tipo eu” podem dar uma olhada primeiro nelas, e REALMENTE aconselho que assistam )

Mas eu confesso, que teve uma palestra que me fez pensar em muitas coisas da minha rotina, e reforçar alguns conceitos que estavam caindo no esquecimento, foi essa aqui Alta disponibilidade em grandes eventos, case do Walmart (Começa mais ou menos 43:30 do segundo vídeo)

A Principioa Daniela foi explicar de como o Walmart lida com grandes eventos, como eles garantem que o site aguente esses dias de grande movimentação (Tipo blackfriday), na palestra ela aborda tanto pontos técnicos quanto atitudes da empresa quando se trata de testes de stress desse porte.

Tiveram dois momentos que deram uns estalos do tipo “CARAMBA ISSO É OBVIO!!!! COMO NÃO LEMBRO DISSO TODO DIA?!” (Sim, minha mente deu caps lock no momento)

Não vou lembrar das colocoações exatamente, mas vamos lá:

“Por que vamos tentar derrubar o site no teste de stress? O Objetivo não é derrubar o site, mas ver se ele vai aguentar a demanda no dia”

As vezes (falo por mim, e por alguns comentários que já ouvi em conversas) nós nos empolgamos no nosso trabalho, focamos muito em localizar os problemas, pensar em cenários (prováveis e improváveis), que podemos nos esquecer do real foco dos nossos testes, tá certo que achar aquele bug dá uma sensação de missão cumprida, e se for um cenário é dificíl de achar então? A sensação de missão cumprida se mistura com “caraca eu sou demais”…. mas será que alguns cenários são realmente necessários?

Você precisa mesmo alterar o front de uma página na web, é uma validação de segurança necessária, ou você está querendo provar que faz bem o seu serviço?

O cenário que você está testando, está realmente agregando valor para o projeto, ou está agregando um dado a mais no report de qualidade? Aquele lembrete que nosso trabalho não é achar bugs, fazer o sistema quebrar… nosso trabalho é agregar valor ao projeto, voltados para a qualidade do mesmo (Foi muito tapa na cara esse momento pra mim)

“Primeiro veio uma pesquisa de todas as áreas do Walmart, com dados de como é o comportamento do cliente nessa situação, números, pedidos que concluem, quantas páginas navegam, x, y, z, formas de pagamento, etc”

Informações são grandes aliadas do QA, e nós devemos buscar essas informações e utiliza-las, se formos realmente tentar replicar  os comportamentos dos usuários, devemos saber como eles se comportam… digamos que você vai testar um app que vai ser usado por garçons de um restaurante, não é só ir fazendo os pedidos e enviando…. essa não é a realidade deles, enquanto anota o pedido, a pessoa muda de ideia, tem que cancelar item, adicionar item, dividir a comanda….um monte de coisas, são cenários que conseguimos pensar ao conhecer a aplicação, temos experiência nisso, sabemos pensar em diversas situações como QA….mas sabemos pensar em situações como garçons?

É importante tentar entender como o usuário final vai usar a aplicação realmente, você pode pensar em milhares de cenários, mas talvez  o que a pessoa realmente precisa seja de um teclado mais fácil de digitar, ou de uma resposta mais rápida do app, a nossa experiência raramente vai ser realmente igual a do usuário final, então sempre que possível coletar essas informações, aproveite!

 

Pode parecer que esse post está tentando reduzir a quantidade de cenários que você vai testar, mas longe disso.

A questão é para mantermos o foco na real necessidade do projeto e do usuário final, muitas vezes gastamos esforço demais em algo que não agrega tanto ao projeto, então as vezes vale a pena rever o nosso foco!

Tá certo que o intuito da palestra não era exatamente esse, mas como disse anteriormente, esses pontos pegaram bem forte em mim e me trouxe uma reflexão muito grande que tentei resumir aqui para vocês.

De modo geral, realmente aconselho que assistam essa palestra (e as outras também), e se por um acaso perceberem algum outro ponto que não mencionei aqui, por favor agreguem ao post com seus comentários!

 

 

 

 

 

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